Avaliação

MANUAL DO AVALIADOR

MANUAL DEL EVALUADOR

Artigo 12º – Avaliação

I) Independentemente do Concurso selecionado, a avaliação ocorre dentro do padrão coreográfico da modalidade/nível/categoria que cada coreografia é inscrita;

II) A Média Geral será a Nota Final de cada coreografia com até 02 (duas) casas decimais, sendo todas as notas obrigatoriamente divulgadas na integra no site oficial do festival;

III) As Avaliações contendo as notas, médias e os comentários de cada Avaliador estarão disponíveis aos Diretores no encerramento das premiações;

IV) NA MOSTRA AVALIATIVA: Os avaliadores deverão analisar as coreografias de forma global, buscando auxiliar no desenvolvimento do trabalho de coreógrafos e incentivando os bailarinos a melhorarem suas técnicas e estudos, determinando uma pontuação de 6,0 (seis) a 10 (dez), com apenas 01 (uma) casa decimal, justificando nos comentários os critérios utilizados para construção daquela respectiva nota parcial;

FICHA AVALIATIVA

 

V) NA MOSTRA COMPETITIVA: Os avaliadores deverão analisar as coreografias, buscando determinar os melhores trabalhos coreográficos e técnicos apresentados no festival, conforme as distinções que se apresentam durante a edição vigente de forma comparativa e personalizada, sem considerar edições anteriores ou outros eventos. Somando-se os descontos e reduzindo-os da nota inicial chegar-se-á a nota final por avaliador, seguindo o método de avaliação abaixo descrito:

a) O Avaliador especialista atuará como AVALIADOR TÉCNICO na sua respectiva qualificação e somente este poderá fazer observações sobre as características técnicas da modalidade (figurino, utilização de movimentos e técnicas, exploração do palco e figuras coreográficas, adequação da proposta, etc.) tendo como foco o trabalho do “COREÓGRAFO;

b) Os demais avaliadores, serão AVALIADORES ARTÍSTICOS, e farão a análise das coreografias de forma cênica em sua execução, levando em consideração o impacto e a criatividades das propostas apresentadas de modo generalizado, apontando ocorrências comuns a qualquer modalidade (ritmo, sincronia, homogeneidade, etc…), tendo como foco maior a execução da coreografia pelos “BAILARINOS”;

c) Toda coreografia apresentada inicia com a nota máxima 10 (dez), e no decorrer da apresentação os avaliadores descontarão as ocorrências percebidas de acordo com sua função na banca, apontando as ocorrências e seus respectivos descontos, imputando-lhes um nível subjetivo de gravidade (Leve, Médio, Grave) no respectivo componente coreográfico, tendo como padronização para descontos, os seguintes graus de “penalizações”:

  • Leves: Descontos de 0,1 (um décimo), por cada detalhe que não cause tantos “danos” a apresentação. Exemplo: Um ou outro momento de falta de sincronismo nos braços durante execução por um ou mais componentes, etc.
  • Médias: Descontos de 0,2 (dois décimos), erros leves que se repitam constantemente ou erros que causem uma interferência mais notável na coreografia. Exemplo: Um ou outro momento de erro na execução técnica ou de movimento (esquecer a coreografia) por um ou mais componentes.
  • Graves: Descontos de 0,3 (três décimos), erros médios que se repitam constantemente, ou que causem o total descompasso estrutural e/ou rítmico na apresentação. Exemplo: componentes que perdem seus elementos; saiam do palco sem propósito ou problemas graves de execução técnica.

d) As coreografias poderão ter descontos máximos até alcançar a nota mínima de 6 (seis), o mesmo ocorrendo para a média final, sendo permitido, portanto, até 10 (dez) observações leves, 05 (cinco) observações médias e 03 (três) observações graves, se utilizado sistema manual de avaliação. No uso de sistema informatizado não haverá limites por grau, pois atingido o valor mínimo automaticamente será interrompido os descontos.

e) A Ficha de Avaliação Técnica, cujo avaliador é responsável por analisar as características de movimentos e a concepção coreográfica próprias da modalidade, sendo o único que poderá fazer observações sobre a criação e composição coreográfica, pois verifica o trabalho do “coreógrafo” no uso de técnicas e concepção da modalidade, possui os seguintes componentes coreográficos para ocorrências verificadas:

  • Técnicas e Movimentos: A qualidade, variabilidade e criatividade das técnicas e movimentos corporais utilizadas, de forma apropriada a modalidade e tema proposto;
  • Criação Coreográfica: Criatividade nos deslocamentos e desenhos coreográficos, utilização do espaço, dinâmica e conexões de sequencias, de forma apropriada a modalidade e tema proposto;
  • Figurino: Criatividade, impacto visual, utilização e adequação dos figurinos a modalidade e tema proposto;
  • Adereços e Cenografia: Criatividade, impacto visual, técnica de utilização e adequação (propósito) dos elementos e cenários de acordo a modalidade e tema da proposta apresentada.
  • Ritmo: A relação da música com o movimento, na utilização dos elementos rítmicos (tempo, contratempo, pausa e pulso) a partir da aplicação de ritmos regulares e irregulares, que variarão nas dinâmicas (curto, forte, rápido, fraco) conforme a modalidade e tema proposto;
  • Música: Adequação da música e/ou colagens/mixagens conforme a modalidade e tema proposto.

f) A Ficha de Avaliação Artística, cujos avaliadores são responsáveis por analisar as características de execução básicas de uma coreografia pelos bailarinos em seus aspectos artísticos apenas (desenvoltura cênica e artística), bem como a visão geral da apresentação (show), avaliando:

  • Postura e Expressividade: O uso equilibrado dos segmentos corporais de forma individualizada pelos integrantes. A diversidade da linguagem em dança, sem preestabelecer padrões. Elegância na condução e/ou realização dos movimentos acordo com a concepção coreográfica proposta. A “atitude” e expressão de acordo com o tema apresentado e a musicalidade. A presença cênica dos componentes;
  • Figurino, Adereços e Cenografia: impacto visual e problemas decorrentes de quedas, perdas ou mau funcionamento dos elementos;
  • Sincronia: A realização das técnicas e movimentos executados simultaneamente por todos ou partes de integrantes, de acordo com a proposta coreográfica.
  • Harmonia: Homogeneidade entre todos os integrantes (nível técnico, desenvoltura artística, noção espacial e correção coreográfica).
  • Impacto Artístico: A capacidade de entretenimento da apresentação, de impactar positivamente o público, a criatividade (não confundir com ineditismo) da proposta em soluções/inovações originais e criativas.
  • Ritmo: A relação dos movimentos com a música, na utilização dos elementos rítmicos (tempo, contratempo, pausa e pulso) a partir da aplicação de ritmos regulares e irregulares, que variarão nas dinâmicas (curto, forte, rápido, fraco).
  • Edição Musical: A qualidade da edição da música apresentada, com atenção aos recortes e colagens, sem causar cortes e mudanças destoantes, mantendo uma continuidade ou mudança de acordo com a proposta e que mantenha a boa fluidez da dança. Bem como o cuidado com a finalização que deve acontecer de forma natural e ajustada ao contexto coreográfico, evitando finais abruptos ou “duvidosos” (aqueles que não se sabe se é um erro, pausa ou o fim, pois a música prossegue).